Marisol.Imprensa

outubro 17, 2007

Um mundo melhor

Filed under: Opinião,Reflexão — marisolimprensa @ 1:02 am

Quem não sonha em ver um mundo melhor? É difícil acreditar, mas poucos são aqueles que desejam diuturnamente um mundo melhor. As pessoas se preocupam tanto em si mesmas que se esquecem de incluir nos seus sonhos a busca por um mundo melhor.

É difícil afirmar isso, mas o egoísmo social é um vírus que se alastra pela humanidade. E o pior é que nem sempre as vitímas reconhecem o perigo da doença.

Como diagnosticar o vírus? Basta ir a pé até a esquina próxima a padaria do seu bairro que perceberá que muitas pessoas cruzam os braços e nem chegam a se irritar ao ver crianças trabalhando nas sinaleiras ou mesmo não se chocam ao presenciar um ser humano maltratar um cachorro de rua.

Como será o nosso amanhã. Você já pensou nisso hoje?

setembro 4, 2007

A faca de dois gumes

Filed under: Opinião — marisolimprensa @ 11:54 pm

Marisol Almofrey

Dados do Datafolha revelam que as crianças de seis a onze anos navegam em média 4 horas e 51 minutos por dia. Seja em casa, na escola ou na proliferação de Lan House, já é comprovado que os pequeninos estão aderindo a “máquina da modernidade”, os computadores.

A maiorias dos pais que quase não param em casa devido a necessidade de trabalhar estão se conformando com a nova forma de educar, através do auxílio do computador. Com isso, as crianças terminam aprendendo tudo mais rápido do que os adultos, principalmente quando se escolhe como principal lazer manter-se horas diante do computador.

A questão colocada não é a utilização do computador pelas crianças, mas sim o abuso e o descontrole que gera o vício de se manterem horas jogando, ou mesmo acessando sites, blogs, sem qualquer controle dos pais, muito menos dos serviços oferecidos pelas Lan House.

Não se pode negar que quando bem usado, o computador oferece grandes benefícios, principalmente as crianças especiais, portadoras de  deficiência visual, pois já existem  programas que traduzem a informação gráfica para a sonora. Com isso, as crianças que possuem deficiência visual passam a ter acessibilidade a educação e a informação.  

Embora auxiliem para o desenvolvimento educacional, os computadores usados de forma exagerada terminam prejudicando a saúde dos pequeninos provocando dores nos punhos e na coluna, lesões nos músculos, inflamações nos tendões e outros problemas.

Também é válido considerar o posicionamento de especialistas contra o uso precoce do computador é o caso do pelo professor da Universidade de São Paulo, Valdemar Setze ao afirmar que a internet obriga a produção de um pensamento e uma linguagem abstrata nas crianças, antes das mesmas terem uma maturidade intelectual adequada, além de podar a imaginação dos pequeninos.

A ciência mostra que o ser humano passa por processos naturais como o nascimento, crescimento, desenvolvimento até chegar à morte. Esse ciclo, no que diz respeito ao desenvolvimento, tem sido atrapalhado pela era virtual, já que as crianças ao passar a horas no computador acabam não exercitando o ato de se comunicar com o próximo usando os cinco sentidos naturais existentes no homem: tato, paladar, audição, visão e olfato.

Embora o computador esteja proporcionando novas oportunidades educacionais para as crianças obterem aprendizados através de pesquisas, o computador quando explorado demasiadamente pelas crianças acaba sendo uma máquina prejudicial

agosto 27, 2007

Que país é este?

Filed under: Opinião — marisolimprensa @ 11:13 pm

O Ministério da Justiça já possui os documentos de pesquisa antropológica feita pela Fundação Nacional do Índio (Funai) que comprova que a área do município de Aracruz no Espírito Santo, ocupada pela multinacional Aracruz Celulose, sempre pertenceram aos índios Tupinikim e Guarani.

Não satisfeito com o seu poder de persuasão, através de promessas de emprego em troca da compra das terras a preço de bananas vendidas pelos índios, a multinacional ofereceu hospedagem para a Polícia Federal na retirada dos índios da fazenda.

Se por um lado a Aracruz alega através dos números de árvores derrubadas na ocupação feita pelos índios na fazenda, do outro, existe por parte da multinacional uma omissão quando o assunto é a degradação das condições ambientais e culturais.

Vale lembrar que antes do descobrimento e da colonização do Brasil, os índios já conheciam o milho, a canjica, o palmito, o guaraná, a farinha, além de saberem fazer arte com cerâmica.

A cultura indígena foi modificada pelas mãos dos portugueses, os quais destruíram em prol do progresso e da ambição. Nada contra os portugueses, mas não houve colonização e sim extinção, já que toda a cultura indígena foi alterada e ditada pelas leis dos portugueses, começando pela religião ensinada pelos jesuítas, através do ensino da catequese.

A Aracruz Celulose é um exemplo na comprovação da existência do desrespeito contra a cultura e o ambiente do país, bem que o digam os índios e os ambientalistas. 

A Aracruz Celulose, além de líder na produção de celulose branqueada em eucalipto, também ocupa o posto no estímulo à destruição das matas e florestas, já que estudos ambientais comprovam que a monocultura de eucalipto causa transformações maléficas ao ambiente.

A multinacional persiste em dobrar o estrago cultural e ecológico com o patrocínio dos poderosos, já que recebeu uma autorização do Poder Público Estadual para aumentar o seu plantiu. Essa atitude além de contrariar os ambientalistas, também vetou a lei 252/01 que propôs a realização do zoneamento agrícola e ambiental no Estado que visava saber o que poderia, ou não ser empregado na produção do eucalipto.

Não é de estranhar que a multinacional não se importe em conservar e desenvolver meios para preservar a natureza, muito menos a cultura indígena.  

A Aracruz se opõe a demarcação argumentando que não basta nascer de um índio para fazer parte da etnia indígena. Isso leva a crer que na visão da multinacional, ser índio é o individuo que mora numa oca, sem energia elétrica, isento do direito de se comunicar e divulgar sua cultura como qualquer outro cidadão comum através da internet. Além disso, deve viver dos restos dos rios que a plantação de eucalipto da Aracruz ajuda a poluir e secar.

Essa visão multinacional não entende que no Código Civil de 1916, o índio era tratado como absolutamente incapaz. O que foi modificado no nove Código Civil de 2002 que resolveu retirar a matéria do mesmo deixando-o ser  regulada por lei especifica.

Qualquer cidadão comum que possui uma cultura, seja ela qual for e ama seus filhos, deve desejar ao menos ter o direito de paz, justiça e o ar limpo.

Os índios e a natureza do Brasil precisam ser respeitados! O patrocínio e a ameaça contra etnias e o meio ambiente devem ser repudiado pelos brasileiros, já que o país é rico em miscigenação e diversidade cultural, além de possuir a maior diversidade ambiental do mundo.

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