Marisol.Imprensa

abril 1, 2008

Violência contra mulher mata mais que câncer

Filed under: Reflexão — marisolimprensa @ 12:57 am

Metades das mulheres morrem assassinadas por seus respectivos parceiros. Esse número representa quase 7% de causas de mortes em mulheres no mundo. As informações são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Na maioria dos casos a agressão contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo que 70% dos agressores eram conhecidos da vítima e 36% tinham laços de parentescos.
 Segundo Nair Goulart, Presidente da Força Sindical da Bahia, a violência contra a mulher mata mais do que acidente de carro ou câncer. Além disso, a figura feminina sofre vários tipos de preconceitos como a desigualdade salarial. “Temos que reivindicar! Não é justo que a violência contra a mulher cresça e continue matando mais do que uma doença.”, declarou Nair.
 Para Maria Helena da Silva, Superintendente de Políticas Para Mulheres, o problema do preconceito e da violência contra as mulheres, é conseqüência de um fator histórico, pois as mesmas sempre foram vistas como sexo frágil preparadas apenas para o espaço doméstico, enquanto os homens sempre ocupavam a área pública.

DIFICULDADES

Ao fazer uma denúncia em uma delegacia contra qualquer tipo de violência, seja ela física, sexual, psicológica ou patrimonial, a mulher enfrenta uma série de etapas. A vítima, além de explicar o fato para a agente policial, que identifica o crime baseando-se no código penal, passa por uma triagem feita por uma assistente social, para depois fazer o registro e esperar em casa que a intimação chegue pelo correio na mão do acusado.
Para Aida Burguos, delegada da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), diversos fatores contribuem para a omissão por parte das agredidas em denunciar e fazer o registro contra o acusado. Muitas delas são ameaçadas, correndo o risco de ser novamente espancada, mas o que leva a mesma a recuar e não dar continuidade ao processo é a dependência financeira.
O agressor tem o direito de receber três vezes a intimação, caso não compareça a Delegacia, ele só pode ser preso em espaços públicos.
“Realmente é muito difícil lidar com esses homens que praticam este tipo de violência. Até porque a justiça o protege. Muitos não aparece no distrito por saberem que só o Juiz pode ordenar a prisão do acusado, mesmo assim em casos especiais como um flagrante”, declarou a delegada Ainda Burguos.
 
 
 “LAR DOCE LAR”

Segundo Maria Helena, na maioria dos casos, as agressões e os preconceitos contra as mulheres ocorrem dentro de casa por seus respectivos parceiros. A diferença é que as ricas, por serem independentes buscam apoio através de tratamento com terapeutas, psicólogo e analista. Já as mulheres pobres, por não possuiu alternativas de apoio ficam sem eira e nem beira.
“Esse tipo de violência não faz restrições de cor, religião ou classe social, por isso acredito que a Superintendência é um órgão que nasceu para defender e estimular as mulheres que sofrem qualquer tipo de humilhação, ameaças ou agressões a alcançarem o direito de cidadania e equidade de gênero”, afirmou Maria Helena.

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